Nos
últimos 15 anos, além das 30 mortes, outras 116 pessoas
chegaram a Narita com sintomas graves da doença
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Dicas
para o vôo
Use roupas leves e confortáveis durante a viagem.
Movimente os pés como se estivesse acelerando o carro e levantar
os calcanhares com as pontas dos pés apoiadas no chão.
Sentado, pressione com as duas mãos a parte de trás
e superior da cabeça, forçando-a para baixo e mantendo
o queixo próximo do peito.
Alongue as costas, ainda sentado, abaixando a cabeça e o
tronco e segurando as pernas. Sem soltá-las, eleve o meio
das costas para cima, fazendo uma espécie de corcunda.
Entrelace os dedos das mãos, elevando os braços estendidos
acima da cabeça, como se se espreguiçasse.
Evite o excesso de álcool, antes e durante a viagem.
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(Texto: Redação
/ ipcdigital.com | Foto: Divulgação)
Você,
que atravessou o mundo para viajar ao Japão, certamente já
passou por essa experiência: passar horas e horas num mesmo vôo
sentado em uma cadeira apertada e com pouca mobilidade. Essas condições
levam à má circulação nas pernas, facilitando
a formação de coágulos, que podem obstruir alguma
veia e provocar dores e inchaço, causando a chamada síndrome
da classe econômica, ou trombose venosa.
Uma pesquisa
realizada pela Narita Internacional Airport Clinic, que faz parte da Narita
Medical School, em Chiba, revela que, entre os passageiros que desembarcaram
no aeroporto de Narita nos últimos 15 anos, 30 morreram vítimas
da síndrome da classe econômica e 116 chegaram com sintomas
graves da doença.
Quando há
formação de coágulo na perna e o passageiro volta
a se movimentar, a normalização da circulação
sanguínea pode conduzir o coágulo até o pulmão,
obstruindo veias ou artérias. A pessoa sente falta de ar, dor no
tórax, ansiedade, febre, batimento cardíaco acelerado e
há tosse seca.
A falta de
fluxo de sangue no tecido pulmonar pode causar danos permanentes no órgão.
Também pode haver redução nos níveis de oxigênio
em circulação, danificando outras áreas do corpo.
Se o coágulo for muito grande ou se houver vários deles,
a embolia pode levar até à morte.
Em algumas
pessoas, esses sintomas podem surgir somente em casa, até dois
ou três dias depois do desembarque. Por isso, os especialistas alertam
sobre a importância de se prevenir.
A Japan Association
of Travel Agents recomenda fazer exercícios de alongamento e se
levantar do assento para fazer caminhadas curtas (até o banheiro,
por exemplo) a cada duas ou três horas. Também indica a ingestão
de meio copo de água de hora em hora. Pessoas com histórico
de trombose venosa, gestantes, idosos, mulheres que tomam anticoncepcionais,
pessoas já tiveram fraturas ou que já passaram por cirurgias
e pacientes com câncer são mais propensos a passar pelo problema,
por isso devem tomar cuidado redobrado.
Caso o passageiro
suspeite estar com sintomas da síndrome, ele deve se dirigir imediatamente
a um hospital. O médico realizará uma série de exames
para medir o nível de oxigênio no sangue e verificar o estado
do pulmão. A arteriografia pulmonar (exame que injeta uma substância
que contrasta as artérias) dará o diagnóstico de
certeza para o médico. O tratamento é feito com anticoagulantes,
oxigênio e medicações para a dor.
A doença
não afeta somente passageiros de avião, mas também
aqueles que passam longas horas sentados sem poder se mexer muito. No
avião, porém, há outros fatores que favorecem o aparecimento
da síndrome, como o ar seco (que desidrata o corpo e torna o sangue
mais viscoso) e o uso de remédios para dormir (deixando o corpo
imobilizado por muito tempo).
Há duas
semanas, a morte do brasileiro Oscar Kodama no aeroporto de Paris chocou
a comunidade e chamou atenção para o problema. O laudo médico
indicou que ele foi vítima de embolia pulmonar, uma complicação
ocasionada pela doença.
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